sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011



Aguçando os sentidos, eu posso ver,
farejando-o eu posso sentir,
tateando eu posso encontrar,
saboreando eu posso degustar,
sonorizando eu posso ouvir,
onde falando eu posso escutar.

O sentido reconhece o sentido,
que a vida deu o dom de proporcionar,
um sonho se reconhece com apenas um olhar,
a vida é bela, só de pensar.

Se delimitado fosse, 
não se poderia agigantar,
aquilo que não existe, 
me faz imaginar.

De um todo,
toda a parte me sub-julga a notar,
que um sem o outro não haveria de estar,
seus desempenhos independentes me fazem querer juntar.

Cinco que poderiam ser seis,
mais são cinco,
contentas com o que tens,
e a vida florescerá,
o mais belo estará defronte
em sensorial realizar.


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Subentendido




-Esta aqui. onde? -Dentro. Não consigo ver! -Não tente é profundo. se compara a que? - a nada  Porque?  -deixe assim ficar subentendido.

Começou quando abri os olhos, não quis acordar, apertei os olhos apertados e motivada me senti a levantar, força e coragem foram os fundamentos do meu simples despertar, era mais um daqueles dias que a chuva parecia não cessar, algo tão aparentemente insignificante de fato ocorrerá aqui bem no meu interior, que estacionará em uma fundamental estação de um bom ano: o inverno me veio como um gelo indestrutivel; naquele momento a percepção me fez captar que: "tudo na vida dura o tempo necessário para tornar-se absolutamente inesquecivel", foi assim que eu recebi uma das estações mais lindas do ano: a primavera em mim; o mundo é muito lindo, mesmo quando se está dormindo, a única diferença é que dormindo você não consegue ver.

Dirigi como cotidianamente faria: um olhar questionador, recheado de uma inquietude calorosamente incompreendida; naquele momento percebi que os mais belos caminhos da vida, tomam distintos destinos, e que em algum momento do percurso algo teria que mudar, afinal que valor teria a vida, se a mudança não fosse participe dos mais obscuros caminhos.

Um olhar penetrante me foi direcionado, inicialmente senti-me arrepiar o corpo inteiro, tão indescritivel como um bom olhar deve ser.. os momentos passaram, e já não pude mais ver, ouvir, somente pude: SENTIR;
um nobre sentimento que elevou minha alma, fez de mim imovel, retraida por uma profunda observância do meu ser por inteiro, nos seus olhos li o que os seus labios não disseram, o vento parecia forte, mais nem assim me arrancaria com a sua força donde estava, pra onde eu fui? -não sei. só sei que quero voltar lá mais vezes.

Nem um simples pestanejar me ocorreu fazê-lo, não quis passar pelo tempo, escolhi que o tempo passasse fazendo-lhe o percurso necessário de cada dia, na vida tudo é assim: as mais profundas questões se desdobram nas escolhas. A maior viagem que já pude fazer, foi a de simplesmente nem perceber que o tempo estava ali, passando por todos os lados, e mesmo assim eu pude sentir o que se passou.